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Diante do Trono
 
Especiais
Gerson Freire
04/04/2007
 
Na resposta que Jesus deu aos seus argüidores sobre qual o maior mandamento ele disse, “Amarás o Senhor Teu Deus...” (Mateus 22:37).

Quero propor aqui uma discussão sincera e aberta sobre o que seria amar a Deus, pois, no decorrer de nossas vidas somos confrontados com esse mandamento. Seria no mínimo coerente se pudéssemos ter uma definição que nos desse o respaldo bíblico e prático de tal mandamento.

Olhando para a História da Igreja veremos que esse mandamento tomou formas diferentes, como por exemplo; por amor a Deus os cristãos padeceram no Coliseo Romano, também por amor a Deus muitos Irmãos preferiram viver em monastérios escolhendo assim a vida piedosa e solitária, longe do glamour que os cargos eclesiásticos proporcionavam, mas também por amor a Deus os Cristão do século 12 realizaram as Cruzadas, as quais foram responsáveis pelo assassinato de milhares de árabes. Da mesma forma, extremistas mulçumanos, por amor a Deus, provocam o medo e o terror no Oriente Médio de nossos dias.

Falar sobre o amor de Deus se torna bem desafiador quando somos confrontados com as atitudes daqueles que, em nome desse amor, praticam tudo que vai contra a essência do criador do amor. A interpretação do amor de Deus pode se tornar exatamente o oposto do que esse amor é, trazendo assim confusão sobre o caráter de quem o criou.

Jesus em seu ministério sempre surpreendeu as pessoas com seus atos de amor a Deus. Ele deixou bem claro que a expressão do seu amor a Deus era algo que foi gerado em obediência ao Pai. Jesus não era compreendido quando falava de amor a Deus, pois ele questionava os atos que eram praticados em nome desse amor. Atos esses inclusive que faziam parte da Lei. Não creio que Jesus questionava a Lei, mas ele questionava a forma que essa lei era interpretada, vivida e principalmente aplicada.

O apóstolo Paulo diz que no final o que resta é a fé, a esperança e o amor, e desses três o amor é o maior. Segue a pergunta; como o amor pode ser maior do que a fé? A resposta é uma questão de prioridade de criação. Deus teve que primeiro amar o homem para poder cria-lo. A fé vem depois como uma forma do homem perceber a existência de Deus. Por isso Paulo coloca que o amor é maior do que a fé. O amor foi criado primeiro, pois foi através desse amor que Deus amou o mundo.

Quero colocar três possibilidades em relação ao Amor de Deus:

1. Perceber o amor (Colossenses 1:16)
Todas as vezes que olhamos sinceramente para o criador podemos perceber que ele ama suas criação. Pois deu ao homem tudo para que esse fosse abençoado na sua existência. Seja o próprio dom da vida, a possibilidade de andarmos em comunidade, seja os recursos naturais e tudo quanto existe para benefício do homem. Na nossa cultura popular temos um ditado: “Deus é pai”. Isos exemplifica essa percepção natural que qualquer pessoa pode ter do amor de Deus.

2. Experimentar o amor de Deus.
Nessa situação as pessoas podem experimentar esse amor de uma forma mais intensa. Isso pode acontecer através de uma experiência religiosa. Isso mesmo. Pessoas podem experimentar o amor de Deus através de outros que liberam porções desse amor no seu dia-a-dia. Isso possibilita que o amor do Pai possa ser literalmente experimentado, da mesma forma que alguém experimenta um doce ou uma fruta bem saborosa. Muitos foram abençoados pelo amor de Deus através da vida de Jesus, alguns se arrependeram e seguiram o Senhor, mas outros simplesmente experimentaram e seguiram suas vidas.

3. Vivenciar o Amor de Deus.
Aqui encontramos a forma mais intensa de perceber e experimentar o amor de Deus, pois aqui a percepção e a experiência se confundem com a vida de quem está vivenciando tal amor. Foi nesse contexto que Jesus expressou e recebeu o amor de Deus. Sua vida fazia parte desse amor e o amor de Deus fazia parte de sua vida. Suas decisões eram pautadas nesse amor, suas emoções eram bali
 
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