Depois de oito anos sem gravar em casa um CD da série que deu nome ao ministério mineiro, o grupo retorna às origens. O culto de adoração acontecerá na Praça da Estação, no primeiro dia do mês de agosto, às 19h.
A ideia inicial era gravar em Manaus, porém as dificuldades encontradas foram muitas e a liderança acabou optando por mudar de cidade. Confira nessa entrevista exclusiva com Ana Paula Valadão o caminho que levou o DT a essa mudança e as impressões pessoais da líder do Ministério.
1- No início do ano, durante uma ministração em Manaus, você manifestou a intenção de gravar o próximo projeto Diante do Trono ali. De onde veio esse desejo e por que Manaus?
Desde o ano passado eu já orava sobre como e onde seria a próxima gravação. Depois de um tempo comecei a ter uma impressão de que deveríamos ir a Manaus. Vários acontecimentos chamaram a atenção do meu coração para o Amazonas. Um deles foi uma matéria que li sobre a Festa do Boi e entendo que um dos propósitos do Senhor para nós é profetizarmos nesses locais onde acontecem as festas do Brasil, celebrando Cristo, declarando que só Ele reina e é digno de ser adorado. Outro fato que chamou minha atenção foi o contato com missões na Amazônia e a necessidade de despertar a Igreja para esse campo dentro de nossas fronteiras. Quando orava por Manaus percebi também um sentido profético para a nação toda. O encontro das águas, como é chamado o encontro dos rios Negro e Solimões, ministrou ao meu coração sobre unidade. Dois rios caudalosos, ricos, tão diferentes, correndo lado a lado por quilômetros. Aos poucos as águas se misturam, formando o grande Amazonas. Creio que Deus tem uma unção para derramar sobre todo o país a partir de Manaus, trazendo cura para a Igreja em suas divisões e conflitos. Podemos ser diferentes, mas se de coração amarmos uns aos outros e deixarmos nossas “águas” se misturarem, veremos o maior Rio fluindo em nós e através de nós.
Baseados nesses propósitos trabalhamos para gravar em Manaus. Porém, assim como em um sonho que tive ainda no ano passado, em que estávamos dentro de um rio muito turvo e turbulento, a ponto de quase nos afogarmos, as dificuldades foram muitas e não temos mais tempo hábil para prepararmos um evento tão grande ali. Apesar de ser difícil aceitar isso, a paz de que Deus está no controle, nos guiando, enche nossos corações.
2- Quais foram as dificuldades encontradas ao longo do caminho?
Durantes os 10 anos passados produzimos nossas gravações sem a ajuda de nenhum parceiro financeiro. Investimos acreditando que cada ajuntamento era ordem do Senhor, e que o propósito ia além de gravar músicas ou DVDs, mas tinha a ver com mobilizar, unir, gerar intercessão, clamor e arrependimento em favor de cada lugar para onde o Senhor nos direcionava (e os testemunhos de cada ajuntamento são maravilhosos!). Se fôssemos pensar em termos de lucro, jamais faríamos produções tão grandes, de entrada franca, que demandaram uma infraestrutura enorme, toda por nossa conta. Até recuperarmos o investimento feito tínhamos que vender muitos CDs. Mas continuamos obedecendo ao que cremos que foi a vontade do Senhor durante aquele tempo. Com a queda radical do número de vendas, devido principalmente à pirataria, passamos a ter que diminuir nosso investimento nas produções. Ano passado, no Recife, tivemos que cobrar ingresso e Deus levantou um parceiro, o dono da casa de shows onde gravamos, para dividir conosco os custos de produção. No DVD dos 10 anos também experimentamos a provisão sobrenatural de Deus, em que um homem não crente quis patrocinar a gravação e nos deu o que há de melhor. Nossos gastos foram mínimos e pudemos investir na produção do nosso documentário.
Desta vez, em Manaus, buscamos parceiros financeiros, mas não alcançamos. Os custos simplesmente para tra