20/10 - A entrega das chaves e uma dura mensagem

 A ida a Danbury foi tranqüila. Saímos cedo de Boston e pegamos um ônibus até Nova York. No caminho, uns dormiam, outros conversavam, oravam, ouviam música. Após a ministração que aconteceu em Boston, todos estavam cansados, mas ao mesmo tempo felizes pelos céus que se abriram no teatro da cidade de Lynn. Deus é fiel!

A ministração

 O terceiro evento da turnê aconteceu na quadra de uma universidade americana. Alguns problemas de som e luz logo se apresentaram, e como um grande exército, marchamos no camarim improvisado localizado no vestiário esportivo daquele complexo. Crendo na mensagem proclamada na noite anterior, de que a “espada afiada em nossa boca é adoração”, clamamos com ardor, crendo que Deus não nos desampararia logo ali. Deus não deixaria que aquele evento não acontecesse, por amor ao seu povo que inclusive tinha comprado seus ingressos. E Ele foi fiel. Enquanto adoramos, marchamos, entoamos louvores, os problemas foram sendo resolvidos, até que se tornou possível subir ao palco e então ministrar. Mas a batalha não tinha acabado. Aquele foi só o início do que Deus queria realizar ali.

Aproximadamente 3.000 pessoas esperavam o evento iniciar. E ele começou de forma poderosa. A impressão é de que os anjos seguravam cada ponta de tudo que estava acontecendo, evitando que uma grande guerra tomasse espaço. Mas ainda assim todo o grupo batalhou, até o fim.

Porém, um momento estratégico estava à porta: a entrega da chave da cidade pelo prefeito. Em nome do Diante do Trono, Ana Paula tomou em suas mãos à chave entregue pela autoridade daquela região. Nela, havia algo escrito que determinou o rumo daquela noite: Selo da cidade de Danbury – Restituímos. Deus selou com Seu poder indescritível as vidas ali, e aquela cidade foi profeticamente restituída. “Eu tenho um presente para você que é algo muito raro de dar”, disse o prefeito. Ao receber a chave, Ana se prostrou diante do Trono e entregou de volta a Ele. Antes dele se despedir, ela ainda orou por ele, abençoando sua vida e seu governo naquela cidade.

Mas aquele foi apenas o início do culto. Em dado momento, Ana compartilhou novamente a mensagem direcionada por Deus sobre os dois grupos de pessoas: o que estava ali sem o direcionamento de Deus e os que estavam na América por causa de um chamado. “Eu venho em nome da sua nação, do seu pai, dos seus filhos, da sua esposa, para te dizer: volta. O mesmo Deus que te sustenta aqui vai te sustentar lá de uma maneira que ninguém poderá explicar, por causa da sua obediência”.

O culto continuou repleto da glória de Deus, até que cada pessoa foi ministrada a receber um novo fôlego de vida, um renovo, para que possam então permanecer, resistir, sem ser envergonhado.

A ministração acabou e o grupo se dirigiu todo para o ônibus, onde o culto entre nós continuou. Em unidade compartilhamos as impressões, lutas, benção e vitórias. Ao mesmo tempo clamamos por todas as famílias que ficaram no Brasil.

No dia seguinte, mesmo sendo de descanso, o Senhor ainda tinha preparado mais um precioso momento naquela terra. Em um passeio a Nova York todos se reuniram na frente do que restou do World Trade Center para clamar a Deus por misericórdia pelos Estados Unidos. Crendo no ato profético ali realizado, mesmo sem luzes, holofotes ou qualquer tipo de registro, o grupo declarou o retorno da América aos braços do Pai. O retorno daquela nação à sua vocação: a adoração e o relacionamento com o Senhor Jesus.

Depois dessa missão cumprida, hora de ir para Atlanta.