25/10 - O culto que durou 4 dias

 Essa foi exatamente a impressão da nossa estada em Atlanta, um culto que durou quatro dias. Parece que logo ao chegarmos a cidade um grande culto teve início, terminando somente ao deixarmos a cidade. E um sinal de Deus de que algo diferente estava acontecendo e iria acontecer, foi a cor do céu ao pousarmos: laranja. Nunca vimos nada igual.

A ministração que aconteceu na quinta feira foi poderosa! O grupo todo já vinha bem coeso, unido, e em espírito de oração. Além disso, a comunhão com os irmãos da igreja que apoiou o evento, foi tamanha que a convivência trouxe grande edificação. O culto em Marietta, foi a quarta ministração nos Estados Unidos, e sabíamos que para cada cidade havia um direcionamento específico de Deus. No estado da Geórgia não foi diferente.

Foi pelas ruas de Atlanta que o Reverendo Martin Luther King Júnior caminhou silenciosamente, se opondo contra o racismo e a violência resultante dele. As marchas eram compostas por oração e adoração, crendo que Deus mudaria aquela história e que não cabia a eles o exercício de qualquer tipo de violência. Luther King morreu como mártir, assassinado, mas os seus ideais persistem, assim como o racismo, principalmente naquela região. De acordo com os irmãos daquela cidade, é no domingo pela manhã que os Estados Unidos se mostram mais racistas, quando há a divisão entre igrejas de brancos e afro americanos. E esse foi um dos aspectos abordados na ministração.

Antes do DT subir ao púlpito da igreja onde foi realizado o culto, um poderoso momento aconteceu nos bastidores. Dan Duke, um missionário americano que há anos desenvolve um trabalho no Brasil, orou, abençoou e liberou uma palavra profética sobre o grupo. Com a convicção de que esse é o tempo e essa é a hora, todos tomaram seus postos.

Durante a ministração Helena contou sobre a visita que fez ao museu do Martin Luther King e disse: “Se hoje eu acho repugnante o racismo, é porque um homem sonhou um sonho maior que ele mesmo. E eu vim aqui para te dizer: viva para algo maior que você mesmo. Viva para os sonhos de Deus em um lugar mais alto”. Helena continuou relembrando a guerra velada que acontece nas ruas de Atlanta e completou.

O culto continuou e aconteceu um momento poderoso. Ana chamou ao palco Dan Duke, a pastora de uma igreja afro americana, e o pastor Napoleão, da Igreja Videira, representando o Brasil unindo esses dois povos e trabalhando para a reconciliação. Os três se abraçaram e foram cobertos pela bandeira dos Estados Unidos, enquanto a multidão orava e impunha as mãos sobre eles profetizando em nome do Senhor. Definitivamente essa foi uma noite profética.

O culto ainda teve espaço para uma ministração espontânea linda da Mariana e uma palavra do trompista Aílton, o Juninho. Ele teve uma visão de que havia vários caixões, onde estavam sendo enterrados os sonhos das pessoas, principalmente os sonhos ministeriais.

O culto foi encerrado com um apelo e o convite para que as pessoas que estavam aceitando a Jesus viessem até a frente, para que todos pudessem abraçá-los. Foi um momento lindo, de boas vindas aos novos irmãos.

A reunião acabou e pegamos a estrada novamente, de ônibus até a Flórida.