Entrevista com
Sérgio Gomes, maestro do Diante do Trono
 
1 - O CD está sendo preparado. Em qual fase dessa preparação você se encontra agora?

A Ana ainda está terminando de compor as canções. Então com as que ela já finalizou estamos fazendo os arranjos de base (teclados, baixo, guitarra, violão, bateria), definindo o estilo das músicas e ao mesmo tempo preparando os arranjos vocais. Já estamos ensaiando bastante e inclusive ensinando as músicas prontas para a igreja durante os cultos de domingo.

2 - Apesar de morar em Belo Horizonte e ter passado por outras cidades, você é carioca. O que é para o Sérgio, como pessoa, gravar no Rio de Janeiro?

É uma alegria muito grande voltar ao Rio, que é o lugar onde nasci. Há muito tempo estou morando fora de lá, mas é uma lembrança muito saudosa que tenho. Desde que começamos a gravar fora de BH eu tenho a vontade de fazer uma gravação ao vivo, com músicas inéditas, na cidade, então até aqui esse foi um desejo constante que finalmente está sendo realizado.

3 - O DT gravou no Rio em 2001 o CD Brasil Diante do Trono, com o Maracanã lotado. O que muda de lá para cá? Há alguma expectativa de público?


Nós temos uma expectativa maior do que estivemos no Maracanã, mas aquela noite foi muito especial para nós. Pudemos ter um público muito grande cantando canções conhecidas, que foram gravadas em outro tempo. As pessoas já tinham experiências e lembranças gratas daquelas músicas, elas já faziam parte de suas vidas. Então foi muito memorável e nunca tivemos uma gravação com tanta participação das pessoas. Já no CD Príncipe da Paz, que faremos esse ano, as músicas são inéditas, então a maioria das pessoas não sabe.  Mas certamente, por ser em um lugar aberto, que é a Praia do Flamengo, esperamos um público maior.

4 - Na hora de uma gravação o que você espera dos músicos e da equipe técnica que trabalha com você?

Quando a hora chega, espero que toda a parte técnica (da equipe e dos músicos) esteja pronta para que a gente possa desfrutar do momento de culto, adorando livremente, não só preocupado com o que tem que fazer. È claro que a gravação em si envolve muitas responsabilidades e precisamos estar atentos, mas quando tudo está pronto e afinado, podendo realmente viver aquele momento que é tão peculiar e adorar a Deus.

5 - O Paulo Abucater, que foi tecladista e arranjador do DT desde o início, se despediu do grupo recentemente. O que muda para você como maestro e arranjador?

Trabalhar sem o Paulo foi uma dificuldade que aconteceu no princípio. Depois de nove anos trabalhando juntos, já tínhamos muita afinidade. Com a ausência dele, precisei reestruturar essa parte de quem faz os arranjos das canções. Como tecladista, trabalhamos desde o ano passado com o Enéas Xavier, que é um grande amigo, e esse ano incluímos o Vinícius, que veio da banda do CTMDT, que integraram muito bem ao grupo. Tem ainda o Elias, o guitarrista, que está fazendo os arranjos. Mas por outro lado, quanto aos arranjos, trabalhar com novas e diferentes pessoas, nos dá a possibilidade de fazer um trabalho mais variado, diferente do que já foi feito. E isso afeta o projeto como todo.

6 - O que o público pode esperar do CD Príncipe da Paz?

Esse é um CD diferente de tudo que temos feito. As músicas estão muito bonitas, as letras bem poéticas, e estamos trabalhando também vários estilos musicais. Sendo assim, Príncipe da Paz será um CD bem eclético, com vários estilos trabalhados. Posso dizer que realmente será diferente dos outros da série Diante do Trono.