Entrevista com
Isabel Coimbra , líder do Mudança
 
1 - Qual a sua percepção das músicas prontas até agora?

Um clima de guerra, de entrega, ao mesmo tempo. Sinto que será um chamado para a entrega das vidas ao Senhor, um chamado para o arrependimento, reconciliação, dependência e também para a guerra. Sinto que o Rio de Janeiro será um grande campo de batalha e faz sentido porque Ele tem direcionado tudo para isso. Tem uma música que a Ana cantou para algumas pessoas depois da ministração de Brasília que fala que Ele age através de nós, cantando, dançando, tocado. Creio que isso só será verdade se dependermos dEle. Ele não pode fazer nada se nós estivermos no controle.  O soldado tem que estar bem preparado, então creio que esse CD fala sobre essa preparação do exército para a batalha.

2 - Como é o processo de montagem das coreografias?

Vai ser um estudo das letras, dos arranjos musicais e oficinas. Teremos dois bailarinos convidados, André valadão e Carla Amâncio, que participarão em três músicas.

3 - Como os figurinos são concebidos?

A primeira coisa que Deus trouxe para mim foram as cores e é por isso que penso que o ambiente será de guerra, porque as cores tem a ver com a realeza de Deus. Tive uma visão com um exército de anjos chegando por cima, e os vi vestindo as roupas e as cores. Roupas de guerra em anjos de guerra. Então vou tentar passar isso para o papel, o mais próximo do que eu senti de Deus. O processo esse ano foi a cor primeiro e então o modelo, que serão diferentes um do outro.

4 -
Dez anos após o início do DT, que foi um marco para a inserção dança na liturgia, como você avalia a participação da dança na Igreja?

Após 10 anos, a minha conclusão e avaliação são que essa é uma data significativa, que nos indica que a dança veio como um ato profético, para ficar. Não é moda. Nenhuma moda fica 10 anos. Ela veio do coração de Deus para ficar mesmo. Não significa que não tivemos luta e que elas vão acabar, mas temos vencido e permanecido porque sabemos que não é a dança pela dança, mas é a linguagem e a restauração do Tabernáculo caído de Davi. A dança faz parte do plano de Deus para a igreja contemporânea, mas reitero: não a dança pela dança, mas os sacerdotes e ministros que usarão essa linguagem.

5 - Você não participou das últimas duas gravações. Como está sendo a sua volta?

Em Ainda existe uma cruz eu estava com minhas duas filhinas caçulas bem pequenas, e de resguardo da gravidez (as gêmeas nasceram apenas duas semanas antes da gravação). No ano passado fui representando o DT em um encontro internacional de arte cristã que se chama Into all the World na Malásia, do Christian Dance Fellowship Malasya, que foi na mesma data. Mas sobre a minha volta... Muita expectativa! Sinto que algo de sobrenatural Deus fez em mim, fisicamente falando, então estou ansiosa pelo que vai acontecer.